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Porque Não Consigo Ter Orgasmos? Prazer Feminino Consciente, Desmistificado

  • Foto do escritor: Tamar
    Tamar
  • 29 de jan.
  • 4 min de leitura

Se ainda acreditas que as mulheres desejam menos sexo e menos orgasmos do que os homens, quero dizer-te algo com toda a clareza: isso é um mito urbano profundamente enraizado e profundamente prejudicial.

A verdade é esta: as mulheres desejam prazer, intimidade e orgasmos tanto quanto os homens. O que acontece é que a maioria não está a ter o sexo que deseja, nem a experimentar o prazer de que o seu corpo é capaz. E quando as experiências se repetem sem presença, sem escuta e sem prazer real, a vontade esmorece. Não por falta de desejo — mas por falta de nutrição emocional e sensorial.


Neste artigo, atualizado para refletir uma visão mais consciente, atual e alinhada com o trabalho da Pele by Tamar, vamos falar sobre orgasmo feminino, prazer, bloqueios comuns e como o sexo convencional falha, não a mulher.



Porque não consigo ter orgasmos? O problema não és tu. É o modelo de sexo que aprendemos.


Para te tornares uma mulher altamente orgásmica, o sexo precisa de acontecer de acordo com a forma como o teu coração e o teu corpo vibram, não segundo expectativas externas, roteiros rígidos ou performances mecânicas.


O problema não é teu.

O problema é o sexo convencional, que ignora completamente a forma como o corpo feminino desperta, relaxa e se abre ao prazer.


Este modelo está frequentemente baseado na satisfação do ego e em métricas como:

  • Quantidade de atos sexuais

  • Intensidade forçada

  • Rapidez

  • Aparência física

  • Performance genital


Tudo isto cria tensão em vez de relaxamento. E o relaxamento é o verdadeiro portal para o prazer feminino.


Quando há tensão, a atenção vai para a cabeça. Quando há presença, a atenção desce para o corpo.

E sem corpo… não há orgasmo pleno.

Porque é que o prazer feminino exige presença (e não esforço)

O prazer feminino não responde à pressão. Responde à segurança.

É quando o sistema nervoso relaxa que a mulher consegue:

  • Sentir mais profundamente

  • Aceder às suas sensações físicas

  • Despertar a energia sexual

  • Permitir que o orgasmo surja — em vez de tentar provocá-lo


Quando isto não acontece, o genital pode ficar progressivamente dessensibilizado e o sexo torna-se algo que se faz, em vez de algo que se sente.


Talvez já tenhas passado por isto. Talvez consigas chegar ao orgasmo, mas ele seja curto, localizado, pouco satisfatório. Ou talvez nem isso.


Vamos, então, aos principais motivos que bloqueiam o prazer feminino.



Orgasmos: porque podes não estar a ter os que mereces


Existem vários fatores que interferem com a capacidade orgásmica da mulher. Aqui estão 5 motivos principais, muito comuns, e frequentemente ignorados. Vê se te identificas com algum deles.

1. Tensão vaginal

Devido a bloqueios sexuais, educação repressora, memórias de sexo doloroso, experiências invasivas ou abusivas e também stress emocional acumulado, os músculos da vagina podem estar cronicamente tensos.


Quando isto acontece:

  • A vagina perde mobilidade

  • O movimento pélvico natural é bloqueado

  • O pulsar interno que constrói a energia orgásmica não acontece


O orgasmo não é apenas um reflexo — é um processo energético. Precisa de espaço, movimento e entrega.


Sem isso, a energia não sobe… e não explode.


2. Penetração precoce

A penetração antes de um estado real de excitação é uma das causas mais comuns de desconexão do prazer feminino.


Quando os preliminares são apressados ou inexistentes:

  • O corpo não teve tempo para acordar

  • A lubrificação é insuficiente

  • O sistema nervoso ainda não está em segurança


O resultado?

  • Diminuição da sensibilidade

  • Dormência genital

  • Prazer interrompido antes de começar


O corpo da mulher precisa de tempo. Tempo não é luxo; é necessidade biológica.


3. Foco excessivo na outra pessoa Muitas mulheres foram ensinadas a agradar. Durante o sexo, isso traduz-se em:
  • Estar mais atenta ao prazer do outro do que ao próprio

  • Ignorar sinais do corpo

  • Desconectar-se das sensações para “funcionar bem”


Quando a atenção sai do corpo, o prazer sai com ela.

O orgasmo exige presença interna, não aprovação externa.



4. Inseguranças corporais

O sexo é, por natureza, um espaço de vulnerabilidade. Mas quando a mente está ocupada com pensamentos como:


  • “Será que o meu corpo é suficiente?”

  • “O que ele/ela está a pensar de mim?”

  • “E esta celulite, este odor, esta dobra?”

… o corpo fecha.


Vergonha e prazer não coexistem.

A autoaceitação é um fator determinante para o orgasmo, não é um detalhe estético.



5. Comunicação íntima pobre

Fingir prazer, não saber o que gostas, ter vergonha de pedir ou de orientar a parceria são hábitos mais comuns do que se imagina.


  • O outro não tem como saber o que funciona

  • Criam-se dinâmicas de frustração silenciosa

  • O sexo torna-se repetitivo e desconectado


A intimidade verdadeira nasce quando há espaço para dizer:

“Isto sim.” “Assim não.” “Mais devagar.” “Aqui.”


Comunicar desejo é um ato de coragem e de amor-próprio.



Sexo Consciente: prazer como caminho de intimidade


No Sexo Consciente, o orgasmo não é um objetivo isolado. É uma consequência.

Os verdadeiros pilares do prazer feminino são:

  • Confiança - no corpo, no outro, no momento

  • Vulnerabilidade - permitir-se sentir sem máscaras

  • Intimidade - consigo mesma e com a parceria

Quando estes pilares estão presentes, o prazer expande-se para além do genital. Torna-se emocional, energético e até espiritual.

Investir no prazer não é fútil. É um caminho de reconexão profunda com o corpo, com a sensibilidade e com a verdade íntima de quem és.

E isso reflete-se na cama e muito para além dela. Abraço pele com pele, Tamar






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