top of page
Logo05.png

Maximiza o prazer na cama: o poder da dopamina no prazer feminino

  • Foto do escritor: Tamar
    Tamar
  • 29 de jan.
  • 4 min de leitura

Maximizar o prazer na cama não é uma questão de esforço, performance ou força de vontade. É, antes de tudo, uma questão de fisiologia, segurança e prazer real. Num contexto em que cada vez mais mulheres relatam baixa libido, dificuldade em sentir prazer e ausência de orgasmos, compreender o papel da dopamina no prazer feminino torna-se essencial.


Neste artigo, vou aprofundar a relação entre corpo, prazer e neuroquímica, a partir de uma visão consciente da sexualidade feminina: aquela que respeita o ritmo do corpo, a necessidade de presença e a verdade emocional.

Baixa libido e falta de prazer: será mesmo um problema teu?


Tenho contactado com muitas mulheres que acreditam ter um problema pessoal: acham que algo nelas está “estragado”, que têm dificuldade em atingir orgasmos ou que simplesmente deixaram de ter vontade de fazer sexo.


Mas a verdade é esta: a falta de prazer feminino raramente está desligada do contexto sexual em que a mulher está inserida.


Antes de olhares para o teu corpo como o problema, é fundamental perguntares:

O sexo que estou a viver estimula verdadeiramente a minha resposta sexual ou está a anulá-la?

Quando uma mulher precisa de fazer um grande esforço mental ou físico para tentar sentir prazer durante o sexo, isso não ativa a fisiologia do prazer — desgasta-a.



A fisiologia do prazer feminino é sensível ao esforço


O corpo feminino responde ao prazer quando existe:

  • Segurança

  • Relaxamento

  • Presença

  • Envolvimento sensorial


Quando o sexo exige esforço constante - para corresponder, para acelerar o prazer, para atingir um orgasmo - o sistema nervoso entra em modo de alerta. E não há prazer profundo em estado de alerta.

O mais provável é que a tua fisiologia esteja saudável. O que pode estar em causa é a forma como a experiência sexual está estruturada.



O que é, afinal, o “esforço sexual”?


O esforço sexual surge quando o sexo se torna previsível, linear e centrado quase exclusivamente na penetração.


Quando a experiência sexual se resume a:

  • Fricção rápida e repetitiva do pénis na vagina

  • Pouco tempo de excitação

  • Falta de contacto consciente com o corpo

  • Pressão para chegar ao orgasmo

… o corpo feminino tende a desligar-se.


Na tentativa de te adaptares a essa dinâmica, começas a acreditar que precisas pensar o orgasmo. Mas quanto mais pensas, menos sentes.


O prazer não responde ao controlo. Responde à entrega.



Quando o sexo deixa marcas na memória


Experiências sexuais pouco prazerosas não desaparecem — ficam registadas no corpo e na memória.


Quando o sexo é vivido como:

  • Uma tarefa

  • Uma exigência

  • Algo previsível e pouco gratificante

… o desejo diminui naturalmente.


Não porque não gostes de sexo, mas porque o teu sistema nervoso aprende que aquela experiência não compensa o esforço.


É por isso que, muitas vezes, atividades simples e relaxantes — como ver uma série — parecem mais apelativas do que o sexo. Elas oferecem prazer com menor custo energético.



Dopamina: a grande aliada do prazer na cama


A dopamina é um dos principais neurotransmissores associados ao prazer, à motivação e à recompensa.


No contexto da sexualidade, a dopamina funciona assim:

  • Procura experiências prazerosas

  • Avalia custo vs. recompensa

  • Motiva a repetição do que dá prazer


Ou seja, a dopamina pergunta constantemente:


Isto vale a pena?


Quando o sexo é apressado, mecânico ou pouco nutritivo para a mulher, a resposta é não.



Porque a dopamina pode estar “desligada” no sexo


Num sexo centrado apenas na penetração, sem excitação suficiente e sem envolvimento sensorial, acontece o oposto do esperado:

  • A dopamina não é ativada

  • O corpo não antecipa prazer

  • O desejo diminui com o tempo


Para que a dopamina participe ativamente na experiência sexual, ela precisa de reconhecer que a experiência será recompensadora.


E isso não acontece através de esforço mas através de prazer real.



Como ativar a dopamina e ter mais prazer na cama


A ativação da dopamina começa muito antes do toque genital. Começa na forma como te relacionas com o sexo.


1. Muda a narrativa sobre o sexo

Sexo não é algo que se “cumpre”. É algo que se vive. Troca a narrativa de performance por uma narrativa de experiência:

  • Menos pressa

  • Mais presença

  • Mais curiosidade

  • Menos objetivos


2. Envolve todo o corpo (não só os genitais)

O prazer feminino é corporal e sensorial. Explora:

  • O toque consciente

  • A respiração

  • O cheiro

  • O som

  • O ritmo


Quanto mais sentidos envolvidos, maior a ativação dopaminérgica.


3. Cria segurança e intimidade

A dopamina floresce quando o corpo se sente seguro.

Intimidade calma, contacto visual, tempo e atenção criam o ambiente necessário para que o prazer surja sem esforço.


4. Assume um papel ativo no teu prazer

Tu não és uma espectadora da tua vida sexual. Comunica as tuas preferências, respeita os teus limites, honra o ritmo do teu corpo.


O empoderamento sexual feminino passa por:

  • Autoconhecimento

  • Cura emocional

  • Expansão da energia sexual


Prazer feminino como caminho de reconexão


Quando a dopamina reconhece o sexo como uma experiência nutritiva, o desejo regressa naturalmente.

Não porque te obrigas, mas porque o corpo quer.


O prazer deixa de ser um objetivo distante e passa a ser uma consequência de uma relação mais consciente contigo e com o outro.


Se estas palavras tocaram algo em ti, não é por acaso. O corpo reconhece quando é visto.

No meu livro, levo-te mais fundo neste caminho de prazer consciente, intimidade e verdade corporal — sem fórmulas, sem pressão, sem máscaras.


Acede ao livro aqui:


O Mel da Deusa
€17.00
Comprar


Abraço pele com pele, Tamar




Comentários


bottom of page